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Jovens empreendedores lidam melhor com o erro nos negócios

Empreendedores entre 18 e 24 anos encaram o fracasso como aprendizado, afirma estudo do Sebrae

 

Heloisa Menezes: “Jovem não tem medo de falhar” (Foto: Charles Demasceno)

Jovens empreendedores (que têm entre 18 e 24 anos) não têm medo de errar. Se um negócio fracassa, eles partem para outro, sem lamentar o que deu errado. É o que diz a pesquisa “Jovens Empreendedores”, apresentada pelo Sebrae durante a abertura da 11ª Semana Global do Empreendedorismo, em Brasília.

Segundo Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae Nacional, o jovem empreendedor tem uma visão mais prática do empreendedorismo, ou seja, usa a falha como aprendizado para não errar no próximo negócio que vai abrir. “Ele tem um traço de outras culturas empreendedoras”, diz. “É uma caraterística que difere muito das gerações mais experientes”.

A pesquisa feita pelo Sebrae ouviu cerca de 2200 jovens. A maioria, 79% deles, toma pouco dinheiro emprestado de bancos. “Eles usam os próprios recursos, como uma poupança, para começar um negócio ou uma startup”, diz. “Alguns usam recursos da família”. A pesquisa aponta que 89% dos jovens estão no primeiro negócio. E que 80% pensaram em começar a empreender antes dos 18 anos. O estímulo, muitas vezes, veio da própria família. E, em alguns casos, da educação empreendedora da escola ou de um curso. “Uma característica desses jovens é a forte educação”, diz.

E por terem esse conhecimento, 75% dos entrevistados disseram que, durante a jornada empreendedora, procuraram a ajuda de empresários mais experientes ou do ecossistema empreendedor – uma atitude muito comum dos chamados “startupeiros”. O mergulho no empreendedorismo tem uma causa, diz Heloisa. Os jovens empresários, em sua maioria, buscam a realização pessoal quando fundam um negócio. “Eles se dedicam muito ao presente e ao futuro do negócio. Por isso, 47% deles disseram estudar gestão ou empreendedorismo”, diz a Heloisa.

Futuro

Os jovens são uma esperança para fortalecer o empreendedorismo no Brasil. Não há dúvidas que eles são o caminho para o país criar empresas de alto impacto para a sociedade.

Heloisa explica que o Brasil precisa dar suporte ao desenvolvimento deles. Um dos caminhos é fortalecer o ecossistema de investimento-anjo. Hoje, por exemplo, existe a Lei Complementar 155/2016 (Crescer sem Medo), que regulamenta o investimento de pessoas físicas em negócios promissores, só que eles são tributados como investimentos comuns. “Isso afasta o anjo. Como há risco, a tributação deveria ser menor. E isso fortaleceria o empreendedorismo no país”, diz Heloisa.

Outro caminho é capacitação, principalmente em tecnologia. “Hoje, se um país quer ser forte economicamente e dar saltos de desenvolvimento, tem que formar capital humano na área digital. Uma pessoa capacitada em tecnologia sempre tem um potencial grande de empreender e criar empresas promissoras”, diz.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (https://revistapegn.globo.com/Como-abrir-uma-empresa/noticia/2018/11/jovens-empreendedores-lidam-melhor-com-o-erro-nos-negocios.html)

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